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DIABOS VELHOS: Bandeirantes, os exemplos de heróis brasileiros! (da série: Assim se fez a história e algumas estórias mais!)

Monumento ao Bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, em Goiânia, Capital de Goiás.

Tratamos os bandeirantes como heróis por suas bravuras e destemor por terem embrenhando o sertão brasileiro, povoando e disseminando o progresso, pouco importando os custos humanos destas incursões, sobretudo ao gentio que traquilamente habitava estas paragens.

É! Não é de hoje que temos a mania de valorar as obras humanas pela valentia sangrenta, esquecendo-se que estes desbravadores formaram um verdadeiro batalhão de assassinos, assacadores, grileiros, exploradores dos nativos.

Talvez seja essa a herança cultural que nos impede de valorizar os direitos humanos.

Bartolomeu Bueno da Silva é um desses.

Apelidado pelos indígenas de Anhanguera, que em tupi-guarani significa “diabo velho”, passou para a história como o bandeirante desbravador do Brasil central (à época sertões) rumo ao oeste. Narra-se que fez render os índios sob o encanto do fogo no prato de álcool, ameaçando incendiar os rios.

O que a história não revela é que o pavor do nativo não era pelo ilusionismo (até porque o fato é mais lendário do que real), mas a diabrura que lhe rendeu o apelido deveu-se ao fogo expelido do seu bacamarte e de seu séquito, tombando cada índio que se interpunha em seu caminho ou que se negava a revelar o local das riquezas da terra, com o ouro em abundância.

Hoje, pouco ou nada se fala sobre a história destes indígenas caçados feito bichos no Brasil Central, principalmente em Goiás. Anhanguera, ao contrário, é herói brasileiro homenageado com nome de cidade, vias rodoviárias importantíssimas, redes de televisão, universidades, ruas e avenidas com  busto de valentão exposto por aí para que ninguém o esqueça.

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