E AGORA LUZINETE? Gerações de mulheres entregues a própria sorte. (da série: Mulheres presas)

  

Luzinete Oliveira Sodré é a intermediária de gerações femininas abandonadas a própria sorte. Luzinete é mãe e filha.

Antes, Luzinete trabalhava fora de casa para garantir o sustento da família, enquanto a mãe tomava conta da neta. Mas, quando a mãe adoeceu e não teve condições de cumprir com os cuidados exigidos por uma criança de 6 anos, além, de ela mesma depender de cuidados, Luzinete em princípio titubeou,  mas não teve outra saída.

Saiu do emprego fixo. Embora fosse apenas um salário mínimo, tinha carteira assinada, previdência e plano de saúde. Mas nada disso podia ajudá-la a zelar da mãe e filha que ficariam sem assistência alguma sem seus cuidados.

O único sustento passou a ser a aposentadoria da mãe, mas que cobria a necessidades essenciais. Bem ou mal, o benefício auferido pela mãe passou a sustentar as três gerações de mulheres, esquecidas de todos.

Acontece que a mãe de Luzinete faleceu e com ela a aposentadoria. E agora Luzinete?

E agora Luzinete?

Fonte:  Jornal O Hoje  http://www.facebook.com/l.php?u=http%3A%2F%2Fbit.ly%2FrvKlF2&h=_AQF4ewjDAQHj6G2mXB9pO55tWAeHCFrQ4k9NrTeHGWw5xw

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Sobre denivalfrancisco

Meu nome é Denival Francisco da Silva. Formado em direito pela PUC-GO e mestrado em direito pela UFPE. Juiz de direito e professor universitário. Poeta e cronista, às vezes. A angústia em conviver com tantas distorções sociais, indiferenças, injustiças, ofensas aos direitos fundamentais, desprezo ao semelhante, e tantas outras formas de indignidade, exige de todo aquele que se incomoda, um lugar de fala. E que bom será se esta fala puder ressoar e se abrir mundo afora. A internet propicia isso, e os blogs têm sido ferramentas extraordinárias para a verdadeira liberdade de expressão, onde cada um coloca em discussão seus temas prediletos. Não inovarei em nada. Com toda certeza outros o fazem melhor. E não ouso afirmar que minha fala, lançada neste espaço cibernético, vá percorrer fronteiras e atrair simpatizantes. Não tenho este poder e jamais esta pretensão. Quero mais a liberdade de expressão e a consciência bastante para enxergar, mesmo no obscurantismo, para não me aquietar diante de farsas. O título do blog – sedições – enseja de início a contraposição. Não significa, porém, que haja uma necessidade simples de divergir, de contrariar, de opor. Sedições, misturando suas letras, dá também decisões que aqui se propõe invertidas ao modo que se vê correntemente. O que pretendo é, não mais, desaguar as palavras que alvoroçam em mim, em burburinhos loucos para serem ouvidos, como quem vê, pensa, reflete e necessita replicar suas críticas e percepções. Espero que os visitantes compartilhem comigo críticas e discussões sobre política, sociedade, direitos humanos, justiça e um pouco de prosa e poemas. Sejam bem-vindos! Ver todos os artigos de denivalfrancisco

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