COMO SE DEU A COLONIZAÇÃO (da série: Assim se fez a história e algumas estórias mais!)

Com espelhinhos e machadinhas para seduzir.
Com bacamartes e espadachins para inibir.
Com estupros e violentações para reproduzir.
Com assaques, roubos e extorsões para possuir.
Com o crucifixo e o catecismo para subsumir.
Com capitanias e ordenações para proibir.
E quando tudo isso ainda não era suficiente para o domínio do gentio nativo, espalhava-se pestes européias como a varíola para disseminá-lo rapidamente. Os que resistiam e conseguiam sobreviver a este martírio, matavam-se moralmente, chamando-os de preguiçosos e inservíveis num mundo “aculturado”. Isso tudo porque não tinham a ganância de destruir as matas, mas o desejo de preservá-la porque dali sabiam que se poderia sempre extrair o sustento, sem necessidade de acumulação de riquezas.
A relação colonizadora continua e o homem branco é cada vez mais ganancioso com a posse da terra. Não apreendeu e certamente nunca aprenderá a lição indígena. Diante do avanço da monocultura da soja sobre áreas indígenas uma de suas lideranças, em pleno maio de 2011, afirmou:  A terra não é só soja, mas tem homens também. 
E a colonização prossegue dizimando o que resta dos renitentes indígenas.

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Sobre denivalfrancisco

Meu nome é Denival Francisco da Silva. Formado em direito pela PUC-GO e mestrado em direito pela UFPE. Juiz de direito e professor universitário. Poeta e cronista, às vezes. A angústia em conviver com tantas distorções sociais, indiferenças, injustiças, ofensas aos direitos fundamentais, desprezo ao semelhante, e tantas outras formas de indignidade, exige de todo aquele que se incomoda, um lugar de fala. E que bom será se esta fala puder ressoar e se abrir mundo afora. A internet propicia isso, e os blogs têm sido ferramentas extraordinárias para a verdadeira liberdade de expressão, onde cada um coloca em discussão seus temas prediletos. Não inovarei em nada. Com toda certeza outros o fazem melhor. E não ouso afirmar que minha fala, lançada neste espaço cibernético, vá percorrer fronteiras e atrair simpatizantes. Não tenho este poder e jamais esta pretensão. Quero mais a liberdade de expressão e a consciência bastante para enxergar, mesmo no obscurantismo, para não me aquietar diante de farsas. O título do blog – sedições – enseja de início a contraposição. Não significa, porém, que haja uma necessidade simples de divergir, de contrariar, de opor. Sedições, misturando suas letras, dá também decisões que aqui se propõe invertidas ao modo que se vê correntemente. O que pretendo é, não mais, desaguar as palavras que alvoroçam em mim, em burburinhos loucos para serem ouvidos, como quem vê, pensa, reflete e necessita replicar suas críticas e percepções. Espero que os visitantes compartilhem comigo críticas e discussões sobre política, sociedade, direitos humanos, justiça e um pouco de prosa e poemas. Sejam bem-vindos! Ver todos os artigos de denivalfrancisco

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