PELAS BARBAS DE TIRADENTES! E de tantos outros barbudos. (da série: Assim se fez a história e algumas estórias mais!)

Como havia necessidade de se criar um herói nacional, pôs-se barba e cabelos longos na imagem construída de Tiradentes, copiando a imagem também montada de Jesus Cristo.
A história, todavia, relata Tiradentes completamente diferente, inclusive escalpelado para execução.
Como a imagem é a alma do negócio, parece que a luta e os ideias de liberdade, independência, não combinavam com padrões estéticos comuns, bem alinhados, e, sobretudo de caretas e carecas.
…É! Tudo depende da época e do perfil escolhido por aqueles que idealizam os novos heróis, mocinhos, vilões e bandidos.
Os barbudos de agora não têm tamanha predileção no nosso meio. Já foi inclusive chamado de “sapo barbudo”, como forma de repudiar a ascensão política de Lula. Como este perfil não o ajudava muito, Lula teve que aparar a barba (e outras posições políticas) para ser tolerado. Somente assim, finalmente, pode ser eleito presidente do Brasil, ainda que as resistências a sua origem e formação tenha-o perseguido até o final de seu mandato, proferidas por aqueles que têm pavor às causas sociais e a quem as defendam.
Ainda assim, o “cara” (como o nominou Obama), trata-se de uma exceção à regra. Afinal no mundo ocidental, de líderes políticos de caras lavadas, feito mentiras descabeladas, e na mídia por eles comandada, os barbudos de agora, Fidel Castro e, por último, Osama bin Laden, já são vencidos vilões.
Um caiu de velho, o outro à bala mesmo!

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Sobre denivalfrancisco

Meu nome é Denival Francisco da Silva. Formado em direito pela PUC-GO e mestrado em direito pela UFPE. Juiz de direito e professor universitário. Poeta e cronista, às vezes. A angústia em conviver com tantas distorções sociais, indiferenças, injustiças, ofensas aos direitos fundamentais, desprezo ao semelhante, e tantas outras formas de indignidade, exige de todo aquele que se incomoda, um lugar de fala. E que bom será se esta fala puder ressoar e se abrir mundo afora. A internet propicia isso, e os blogs têm sido ferramentas extraordinárias para a verdadeira liberdade de expressão, onde cada um coloca em discussão seus temas prediletos. Não inovarei em nada. Com toda certeza outros o fazem melhor. E não ouso afirmar que minha fala, lançada neste espaço cibernético, vá percorrer fronteiras e atrair simpatizantes. Não tenho este poder e jamais esta pretensão. Quero mais a liberdade de expressão e a consciência bastante para enxergar, mesmo no obscurantismo, para não me aquietar diante de farsas. O título do blog – sedições – enseja de início a contraposição. Não significa, porém, que haja uma necessidade simples de divergir, de contrariar, de opor. Sedições, misturando suas letras, dá também decisões que aqui se propõe invertidas ao modo que se vê correntemente. O que pretendo é, não mais, desaguar as palavras que alvoroçam em mim, em burburinhos loucos para serem ouvidos, como quem vê, pensa, reflete e necessita replicar suas críticas e percepções. Espero que os visitantes compartilhem comigo críticas e discussões sobre política, sociedade, direitos humanos, justiça e um pouco de prosa e poemas. Sejam bem-vindos! Ver todos os artigos de denivalfrancisco

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